Heterônimos

→ O que são heterônimos?

A palavra heterônimo foi cunhada pelo escritor português Fernando Pessoa, para explicar os diversos poetas existentes dentro de um só. No caso, o próprio Pessoa, com centenas de heterônimos, deste três mais desenvolvidos e famosos: Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro, além do "ortônimo", Fernando Pessoa.

Heterônimo é diferente de pseudônimo por apresentar não apenas um nome diferente nas obras, mas outra personalidade de escritor no texto, um "outro escritor dentro de si mesmo". Ao passo que ortônimo é como se define a personalidade principal do autor. Este humilde poeta que vos escreve tem como ortônimo o Fábio Pedro Racoski e os heterônimos listados abaixo:


ANA LUIZA LEM

Ana Luiza Lem nasceu na cidade de São José dos Pinhais. Estudou em escola pública, gosta de rimar, escrever sobre a família, os namoros, os amigos mas, principalmente, tem paixão por qualquer poema do Carlos Drummond de Andrade.

Esporadicamente, quando o tempo entre as aulas na faculdade e o emprego numa loja de instrumentos musicais permiti-la produzir e enviar suas obras, publicarei aqui os poemas da Ana Luiza.

CESAR MILLER DE ALMEIDA

Filho de pai inglês e mãe brasileira, educado em boa (e cara) escola católica, Cesar Miller de Almeida é, como o próprio diz, "não-poeta". Considera a poesia uma futilidade, já que trata de subjetivismos que não levam a nada: não trabalha para a ciência humana.

A periodicidade dos não-poemas de Cesar Miller de Almeida será bastante esporádica, devido ao seu precioso tempo já estar ocupado para o progresso das ciências.

MIDEI SHEMPAZ

Midei Shempaz é um centenário quarentão sábio das distantes terras do Curitestão. Em seu exílio, escreveu "A teoria do tudo e do quase nada". Vez em quando ele envia, por correio, alguns pensamentos filosóficos que iluminam as mentes humanas.

REINHARDT

Pouco se sabe sobre as origens de Reinhardt. Apesar do nome alemão por ele adotado, supõe-se que seu nome de batismo seja Eurípedes e que tenha sido criado nos arredores de Ribeirão Preto. Já foi visto perambulando com o rosto pintado pelas ruas de algumas cidades, como São Paulo, Curitiba, Santos, Porto Alegre e Recife.

Seu discurso eloquente sempre destaca a vingança, e ressalta sua existência como intrumento divino de punição. Dizem que sua família foi assassinada e que, depois de ter vingado a morte dos seus, enlouqueceu e começou a vagar pelo mundo.

Reinhardt é, antes de tudo, a imagem de uma humanidade caótica, solitária e violenta.