sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Obrigado, minha amiga


Hoje, perdi uma amiga que por 11 anos me ouviu, foi carinhosa comigo, me fez companhia, me alegrou, com quem brinquei, chorei, ri...

Como era bom chegar em casa e ver você correndo em minha direção, pulando de alegria, e não porque eu tinha um presente: simplesmente porque eu estava de volta.

Como foi reconfortante chegar em casa depois de 13 dias de internação e ver você chorando de saudade de mim. Eu deitado na cama, em recuperação, e você vigiando meu sono.

Como foi emocionante ver você novamente, depois de morar fora por um mês. Você, já sem muita força nas pernas, fez questão de pular em mim novamente.

Porque você nunca desistiu de mim. Você, com seu jeito de chorona e manhosa, sempre esteve ao meu lado. E é por isso que eu fiquei ao seu lado até o fim. Você, mesmo com dores, sem poder andar e sabendo que seu fim estava próximo, mesmo assim, você não desistiu de mim novamente.

Obrigado, Yara, por fazer parte da minha vida de uma forma tão singela, tão linda, com seu amor sincero e gratuito.

Agora você vive em nossa memória, minha velhinha chorona! E é uma belíssima memória, tão linda quanto a paz que você irradia.

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