sábado, 2 de maio de 2015

Aos professores


Pobres professores
que jazem sangrados
pelos dessangrados
guardas dos senhores.

Estes professores,
mestres do saber,
reis do vir a ser
já não sentem dores.

Sentem, lentamente,
seu santo trabalho
jogado em baralho,
sorte de quem mente.

Como a luz no olhar,
ainda que ferido,
ainda que dorido,
insiste em brilhar?

Segue a ensinar,
não cessa de crer,
não cessa de ser...
De onde tomam ar?

Nobres professores,
que se erguem sangrados;
nunca derrotados
suportando as dores.

Fábio Pedro Racoski

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