sábado, 12 de outubro de 2013

#microcontos

Ele a desejava tão fortemente, que conjugava seu nome no lugar do verbo "desejar".
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Vem, menino, faz da minha vida nossa dança de brincar.
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Vem, menina, faz da minha vida o caderno a colorir.
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Gosto de você desde o tempo em que eu não me conhecia.
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Gosto do seu gosto disposto no meu rosto.
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Cada um segue sua vida. Mas sem você a minha fica sem gosto, sem cor, sem música.
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Cada acorde de cada música sobre nosso amor é uma forma de fingir um beijo seu.
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Se os cientistas amassem como eu amo você, já teriam inventado o teletransporte.
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Vem, e sente no meu gosto o desejo de sermos um.
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Vende-se um beijo. Aceita-se troca por outro beijo.
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Seu amor bandido é criminoso, mas legítimo.
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Olhando nos olhos dela, conseguiu traduzir-se com lágrimas e palavras: "você é a mulher da minha vida".

Fábio Pedro Racoski

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