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terça-feira, 4 de junho de 2013

Sinto

Sinto.
Sinto todas as minhas células,
esse amontoado de vida caótica,
pulsando em uníssono
vibrando pela sede
de destruição.

Sinto meu espírito,
dádiva do Deus que tudo cria,
exultante
para explodir
a incoerência humana.

Sinto meu rosto,
deformação divina da beleza,
sorrindo
ao ver as chamas
alimentando a vingança.

Sinto meu corpo,
instrumento divino da punição,
correr
em direção
ao seu abismo.

Reinhardt

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