segunda-feira, 28 de maio de 2012

Run boy, run

Parafraseando as Confissões,
de Santo Agostinho.
Livro Oitavo,
Capítulo XII: "A conversão".

Sentia-me ainda preso aos cômodos dias do meu não-ser, e lamentava: “Até quando? Até quando direi amanhã, amanhã? Por que não hoje? Por que não acabar agora com meus medos? Por que não agir ao invés de esperar?”

Assim eu falava enquanto chorava, com o coração esmagado pelo peso dos meus anos não amadurecidos. O tempo passou, eu permaneci. Mas eis que ouço passos cruzando o vazio do meu tempo em minha direção. Sem saber de onde, levo dois tapas na cara. Uma voz dizia: “Levante! Corra! Deixe de ser covarde!”.

Levantei-me. Uma só ideia se passava em minha mente: é mais do que hora. É preciso ser agora. E dane-se meu planeta cômodo e descabido: a destruição desse mundo antigo e obsoleto começa hoje.

Fábio Pedro Racoski

Um comentário:

  1. é sempre tempo de seguir em frente e mudar o que não nos serve.

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