sábado, 16 de outubro de 2010

A paixão do meteoro

Um meteoro rasga
o infinito Universo.
Só, não vivente,
consumindo-se
em sua eterna
e curta
existência.

Triste meteoro que,
ao ver, lá longe,
tão longe,
a bela, azul, esbranquiçada
e apaixonante esfera
- a Terra -
encontra um alento
à sua infeliz existência.

A vida tornou-se,
ao meteoro,
admirar seu grande
e platônico amor,
na longa espera
de encontrar-se
com ela.

Angustiante, sabia
o meteoro
que deixaria de existir

em seu primeiro
momento de paixão.
Sabia, mas desejava tanto!

E, assim, o meteoro cruzou satélites,
enfrentou anéis, cinturões,
planetas rochosos e gasosos,
para encontrar seu fim.

Passadas as batalhas
e os confrontos,
o meteoro, enfim,
viveu o tão desejado
momento de êxtase
e paixão
com seu amor.

Então,
o meteoro
deixou de ser
meteoro e,
pleno de satisfação,
passou a viver como
um só junto ao
seu amor,
a Terra.

Fábio Pedro Racoski

Um comentário:

  1. Querer, às vezes, é, sim, PODER! hihihi
    Bem bonitinho o poema.

    Beijo!

    ResponderExcluir