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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Versos da alma feminina

Tu não me entendes, ó moço.
Queres de mim compreensão
e eu, calada, apenas ouço.
Queres de mim toda a paixão
e tu, varão, não vês pública
minha solitária súplica.

Tu não me buscas, rapaz,
quando ouso perder-me em ti
por teu amor, nossa paz...
E eu, sozinha, fico aqui
pelos cantos, a chorar
o teu sentir que não há.

Vem, entra em minh'alma doente
vem por mim, vem encontrar-te.
Aprende a ser diferente,
eu fartei-me de ensinar-te;
compreender-me não é arte
mas ofício espiritual.
Não serei mais passional.
Vem estudar-me com calma
e absolva-te a mim tua alma.

Fábio Pedro Racoski

3 comentários:

  1. Ah, caro amigo. Me pegou num dia ruim pra isso de alma feminina.
    Os versos, como sempre, magistrais, mas reluto em concordar com o que chama de alma feminina, simples objeto a ser desvendado.

    Sua sempre admiradora,

    M.A.

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  2. Tem razão. E concordo com você. O objeto a ser desvendado é minha percepção falha; não quis passar outra pintura no poema mas, composições também são como filhos.

    Peço desculpas se pareceu diferente e agradeço o comentário.

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  3. Gostei do poema. Mas a moça do vídeo, ai, chamou bem atenção, não? ahaha...

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