quarta-feira, 14 de julho de 2010

Barco de papel


Num mar de melancolia
minh'alma se afoga, náufraga
do pranto vertido, sôfrega
pela morte calmaria.

Em ribeirões de tristeza
se esvai meu corpo, sem ânimo.
Nada resta de magnânimo.
No peito resta a pobreza.

Flutuar já não desejo.
Viver eu não quero mais.
Quero remar rumo ao cais
do fim que, daqui, já vejo.

Se algum desejo inda vive,
é a vontade de ser verso
triste, de viver o inverso
do falso riso que tive.

Fábio Pedro Racoski

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