sexta-feira, 18 de junho de 2010

Na estrada

Na estrada corro,
tropeço, caio,
choro, morro,
renasço,
sinto o gosto da terra
entre os molares,
sinto o sol queimar
meu corpo frio.

Na estrada caço
e sou caçado,
conquisto
e subjugado,
perseguidor
e perseguido.

Na estrada sigo.
casas ficam para trás,
pessoas ficam para trás.
Alguns poucos seguem,
eu os sigo:
são o meu bando.

Fábio Pedro Racoski

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