segunda-feira, 26 de abril de 2010

Hayastan

Não sou armênio,
mas gostaria de sê-lo
uma vez.

Sentir os sabores
daquele canto do Cáucaso.
Sentir os valores
de uma história milenar
correndo nas veias.

Não sou armênio,
mas gostaria de sê-lo
uma vez.

Cantar a fé,
sobreviver a holocaustos
esquecidos pela história.
Olhar para os turcos
não com ódio,
mas com memória.

Não sou armênio,
mas gostaria de sê-lo
uma vez.
Não por piedade
ou compaixão
de suas dores
fitando o Ararat
no horizonte.
Simplesmente
por necessidade
de ser poesia.

Fábio Pedro Racoski

2 comentários:

  1. Adorei.

    Poesia engajada é incrível.

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  2. Muito bom. Não sou armênio, mas meu filho é. E espero que cresça com a consciência da diversidade, do respeito, do não-preconceito e ajude a construir um mundo melhor.

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