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domingo, 28 de março de 2010

A Vênus, de Willendorf

Ó, Vênus de Willendorf,
perfeição da beleza
de um tempo
que ninguém sabe.
Tuas curvas
se perderam na
estrada do tempo.
E a retilínea estética
greco-avon
tomou teu lugar.

Ó, Vênus de Willendorf,
estes tempos meus
são cruéis.
Nada é belo,
nada é certo,
tudo deve ser simétrico,
plastificado e sem graça.

Ó, Vênus de Willendorf,
tua beleza se perdeu
nas frequentes mudanças
do sensual feminino.

Ó, Vênus, de Willendorf,
tenho medo que
os homens se percam de ti,
e inventem uma
falsa beleza feminina
com gogó, pelo no peito
e barba.

Fábio Pedro Racoski

Um comentário:

  1. Cara, me orgulho de namorar uma venus. Cheinhasim, mas com um belo sorriso, uma risada gostosa, um abraço aconchegante.

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