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terça-feira, 25 de agosto de 2009

O nosso poeta

Paulo Leminski
me chegou pela escola,
na forma de nome de pedreira.

Maldita escola
que me injetava ignorância
sob a pele de conhecimento.
Maldita escola
que me negava os haicais,
os versos livres,
o Catatau do Kamiquase.
A mesma escola que me ensinava:
"esse Paulo escreve tudo errado,
tudo torto."

E tarde é que descobri:
os poetas são como Deus.
Escrevem certo
por linhas tortas.
São sóbrios
na embriaguez.
São sensatos
na loucura.
Fábio Pedro Racoski

Um comentário:

  1. A escola costuma não dar muito espaço ao verso livre ou a determinados poetas. Será o caso de uma análise política, sociológica ou filosófica sobre o assunto?

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