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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A morte num encontro inusitado

- Quem está aí?
- É a morte...
- O que você quer?
- Sua alma...
- Minha alma? Mas não quero morrer.
Não agora.
Podemos negociar?
- Eu não negocio...
- Vamos lá, seja camarada! Alivia essa pra mim, vai?
- Eu não alivio... Eu sou a morte...
- Não tem como dar um jeitinho?
- Tem...
- Ôba! E qual é?
- Você ficará no purgatório por muito tempo...
E terá a chance de não ir direto ao inferno...
- Como assim? Meu destino era o inferno?
- Certamente... Mas você pode purgar por seus pecados...
- Por que o inferno? Eu sou bom e justo, oras!
Tenho uma religião, ajudo os miseraveizinhos.
Eu sou uma alma má?
- Certamente... Você é um hipócrita...
- Eu? Hipócrita?
- Sim, senhor declamador religioso...
Agora chega de conversa e vamos...
- Pelo menos terei meu dinheiro lá?
- Nem seu dinheiro, nem seu canal de televisão,
nem seu programa na TV,
nem os fiéis que você engrupiu...
- Mas, e o que farei para purgar meus pecados?
Vou pagar indulgências?
- Não, meu amigo... Você deverá desenganar-se a si mesmo...

4 comentários:

  1. pô... macabro... mas que Morte verdadeira!

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  2. Uau! Que morte criativa =D (P.S.: I'm back)

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  3. Bem-vinda de volta, Mah! Já estava deixando saudades!

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  4. Bom... muito bom! E válido para um monte de picareta que tem solto por aí, seja ele casado ou não!

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