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domingo, 1 de fevereiro de 2009

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Nada. Nada. Nada...
É o que eu tenho feito em minha vida.
Nada.

Desde o momento em que tudo era para mim,
até este momento em que sou um ninguém,
minha vida foi permeada
por nada.

Até para escrever, nesse instante,
já não sei se penso em nada
ou não quero pensar
em alguma coisa.

Se há uma constante em minha vida,
se há uma certeza em meu caminho,
só pode ser dessa existência vazia
cheia de vazio
que sou eu.

Menino inteligente,
rapaz intelectual,
formado em faculdade!
Professor...
De quê?
De Nada,
se meus alunos não querem conhecimento
e eu não quero transmiti-los.

Um bom rapaz,
homem pacífico.
Gosta de todo mundo.
Tudo isso porque sou
indiferente.
Preferi ser boa praça
que ser eu mesmo.

Preferi engordar
e lamentar as pernas inchadas
do que batalhar
e perder
o que eram poucos quilos.

Preferi não enamorar-me
do que correr o risco
de ouvir um não.

Preferi vegetar
na frente de um computador
e escrever ao mundo
minhas angústias
do que dar um basta
a este vácuo fedorento
que asfixia
minha verdade.

Quem me amou,
quem me ama,
quem me admira,
quem me odeia...
Perdoem-me:
eu não posso me perdoar.
Eu me joguei sozinho no lixo
do chorume eterno
e, agora,
não sei se quero sair.
Talvez eu esteja
acostumado
com o fedor.

2 comentários:

  1. Cara só a morte não tem solução. Você sabe disso. E Não tem buraco tão fundo que não possamos sair. Teu universo é imenso !! Muitos precisam de você...
    Ouça Aquela voz...

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  2. Mas era só o poema!

    Se bem que eu preciso emagrecer, mesmo!

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