domingo, 9 de novembro de 2008

Pagode? Sertanojo? Tuche? NÃO!!!

Há três coisas que marcam o almoço de domingo: reunião da família, maionese e música. O terceiro item é alvo de peleja aqui!

Acho interessante que todos podem ouvir seus estilos musicais favoritos e ninguém mete a colher. Mas eu, roqueiro-violeiro, não tenho o direito de escutar Ramones, Tião Carreiro, VientoSur, Raul Seixas e Sidney Magal. Nem por um instante sequer!

Sou obrigado a ouvir: "essas músicas esquisitas do Fábio; só ele pra gostar!". Primeiro: Tião Carreiro inventou um ritmo que identifica a viola até hoje; não é esquisito, mas genial. Segundo: músicas em inglês, espanhol, servo-croata (Halid Bešlic, Mostar Sevdah Reunion), banto, são tão estranhas assim? Terceiro: é o MEU gosto, sim; não gosto de pagode, mas tenho que aceitá-lo! Quarto: qual o problema de ouvir canções em língua estrangeira? O povo tupiniquim adora cantar "créu, créu" que, a priori, não constitui nenhuma língua humana!

Então, forço-me a suportar pagodes, tuche-tuche (aquelas músicas com bate-estaca!), César Menotti e Fabiano (esses são os menos ruins!)... Mas não posso ouvir Cacique e Pajé, Led Zeppelin, Elvis, Norah Jones, Gaúcho da Fronteira, Blindagem, Queen, Nirvana, Gogol Bordello... Não posso ouvi-los nem cantá-los. É, amigos... Roqueiro sofre discriminação, sim!

Aqui, uma canção da banda Os Seminovos, "Perdão, Leonardo", mostrando a dura realidade de um músico no Brasil:

A música é livre para baixar!

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