quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Doze homens, doze cores...

No ano 1963, em meio à guerra de segregação racial vivida nos Estados Unidos da América, um reverendo chamado Martin Luther King disse, em seu famoso discurso (I have a dream, "eu tenho um sonho): "Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter."

O verdadeiro sonho americano - diferente do sonho holywoodiano - não pertence somente aos ianques: é o sonho de uma sociedade que respeita as diferenças e escolhe seus líderes por quem eles são, não importando O QUE eles são. Barack Hussein Obama entra para a história como primeiro presidente negro nos EUA; também o mais jovem. Um homem que mescla em suas origens culturas diferentes. E, certamente, foi eleito "pelo conteúdo de seu caráter", já que apenas 18% da população daquele país é de negros.

Fica essa lição para o mundo: uma nação que vive sob a pecha infame de racista, retrógrada e machista, pôs na Casa Branca um negro. E poderia ser uma mulher: Hillary Clinton. No Brasil, não tivemos sequer um candidato negro, índio, ou ainda uma candidata. Temos, entretanto, um presidente ex-metalúrgico, baixinho e nordestino. Os erros ou acertos de Luiz Inácio Lula da Silva fazem parte de seu caráter, não de sua condição física ou origem.

Para quem entende algo de inglês, há o discurso da vitória do Obama nesse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Jll5baCAaQU

O texto do discurso de Martin Luther King você encontra aqui, na íntegra, em português. O vídeo original, em inglês está aqui.

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