domingo, 12 de outubro de 2008

Nossa Senhora, senhora da vida: mãe

Sim, sou católico. Não tenho orgulho nem vergonha de sê-lo. Simplesmente sou católico, consciente dos erros e omissões da Igreja, conhecedor dos santos não-canonizados em minha família e comunidade.

Hoje, dia 12 de outubro, os países de língua espanhola celebram o "Día de la Hispanidad", pois foi nessa data, em 1492, que Colombo chegou a esse continente hoje chamado América. Aqui, no Brasil, além do dia das crianças, celebramos o dia de Nossa Senhora Aparecida, um dos diversos títulos de Maria, mãe de Jesus.

Entre alguns elementos que considero belos em minha religião - o cristianismo -, cito esse louvor à mãe do homem que consideramos Messias e Deus ao mesmo tempo: "Deus tem mãe!", é o pensamento infantil que me vem. E não está errado.

O mais interessante nesse culto místico à Mãe de Deus é a admiração, cumplicidade e fraternidade que se mantém com Maria. Talvez esse seja o aconchego de mãe que todos desejamos: a figura de Maria é mãe e humana, mais próxima da nossa realidade mortal. A figura de Jesus é divina, mais próxima de uma realidade transcendental.

Maria é minha mãe, Maria de Lourdes Purkott, que sofre, sorri, chora e vive por eu e minha irmã. Ela disse sim e teve que negar muitas coisas em sua vida a nosso favor. Se minha existência tem alguma serventia, ela é a responsável. Eu dependo da maternidade, da vida, do amor que ela tem por mim para sobreviver.

Esse é seu dia, mãe, como todos os dias da minha vida.

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