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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

11 de setembro: mais uma ferida aberta na "América"

Manhã de terça-feira, 11 de setembro de 2001. Onde você estava? O que estava fazendo?

Este blogueiro que vos escreve - então com 19 anos! - estava no Farol do Saber (biblioteca pública dos bairros aqui, em Curitiba), curtindo a mais nova sensação: Internet, de graça, para os usuários do Farol! Nessa época, computador ainda não era um eletrodoméstico comum e Internet era algo mais distante da realidade social que hoje.

Nesse dia, a Internet estava lenta. Nem o Cadê (que Google?) abria. O monitor do laboratório informou: "parece que bombardearam o Central Park, em Nova Iorque!" Nada disso: ligando do orelhão para casa - celular? - ouço de minha mãe: "Fábio, tá caindo o mundo!" Pensei que era mais uma batalha entre gangues ou traficantes. Não: minha mãe estava certa.

Chegando em casa, vejo na televisão, AO VIVO, o repórter Carlos Nascimento como que em estado de choque, anunciando a colisão de um segundo avião na outra torre do World Trade Center. O que parecia um trágico acidente aéreo passa, rapidamente, a ser considerado um ataque terrorista. Quem? Quem foi o monstro? O inimigo número 1 dos Estados Unidos, Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda.

Mais um avião, atingindo a fortaleza suprema do Pentágono. Outro avião cai na Pensilvânia; tinha como alvo, certamente, a Casa Branca. E mais uma ferida aberta na América e no mundo: o terrorismo veio para ficar.

Mais de três mil pessoas inocentes mortas em nome de ideais fajutos, crenças deturpadas e deuses prêt-à-porter. Bombas de Hiroshima e Nagasaki, guerra do Vietnã, 11 de setembro: grandes momentos da estupidez humana!

A história, a partir daí, todos conhecem: os Estados Unidos invadem e ocupam dois países: Afeganistão e Iraque. Em nome da defesa do mundo contra o terrorismo, fecham seu espaço aéreo, dificultam a entrada e a passagem por seu território, metem o bedelho na política de outros países - como sempre o fizeram. É a ditadura do medo. É o fim da era de ouro do Império Estadunidense, que não consegue mais manter a imagem de indestrutível e todo-poderoso.

O terrorismo é sádico e individualista porque nós somos assim. É da natureza bizarra do ser humano admirar tragédias alheias. Por isso é que o ônibus quase tomba para o lado do acidente! Devemos combater essa natureza da mesma forma que se combate o terrorismo. Como? Não esquecendo do 11 de setembro, do Genocídio Armênio, do Holocausto, do AI-5... Sim, tudo isso aconteceu. Por mais que existam idiotas dizendo o contrário: terroristas da história!

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