domingo, 28 de dezembro de 2008

Dia sem fim (parte VI)

“Uma batalha? Eu vou ter que pegar em rifles e lutar contra esse carcamano?”, perguntei assustado a Irina. “Não, professor. A batalha é contra a fusão dos mundos: se eles se misturarem de vez, os dois deixarão de existir. Precisamos do Imperador, para saber como podemos impedir essa fusão.”

“E onde eu encontro esse Imperador?”, perguntei já sonolento. “Em seus sonhos, professor. Mas você precisa esperar mais duas pessoas antes de dormir. São dois escolhidos para a batalha: Wellington e Sarah.”

Eu os conheço: Wellington é zelador de uma das escolas onde trabalho. Sarah é balconista em uma padaria perto da minha casa. Eis a situação: um professor de história, fã de música caipira; um zelador que “curte” reggae; e uma balconista adolescente metaleira. Escolhidos ecléticos...

Irina explicou-me: “Wellington gosta de ler, principalmente fábulas heróicas ao estilo Senhor dos Anéis. Sarah é a música e, também, a que tem mais espiritualidade aqui. Espere, professor, que logo vocês vão encontrar o Imperador.”

Eu já não me embriagava mais de informações, ainda que o clima parecesse muito psicodélico para alguém que não consumiu LSD. Enquanto esperava para dormir – vejam só! –, cantarolava melodias das canções de minha infância. “Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais...” Eis que Irina, tão jovem, continuou a canção junto a mim. E lá fomos nós, cantarolando músicas de Almir Sater, Tião Carreiro, Silvio Britto, Pena Branca e Xavantinho... Músicas: formavam meu elo com a “realidade” que eu um dia vivi.
CONTINUA...

Dia sem fim (parte V)

“Você, professor, é mestre, educador, quem prepara a Humanidade para receber conhecimento. É mestre da história, que carrega toda a Humanidade milenar. Por isso você é um escolhido”, disse-me Irina com voz firme. Novamente, eu não tinha palavras.

“Você já se perguntou, professor, se o mundo em que vivemos existe mesmo ou é apenas uma ilusão?”, dirigiu-se a mim Irina, que há pouco me tratava por senhor. Viver num mundo de ilusão: é a crença de Platão, Berkeley, irmãos Wachowski... “Nós não somos reais?”, perguntei. “Sim, professor, somos. Tente imaginar como se sentem Werter, Dom Quixote, Gúliver...”

Dom Quixote? Meu herói da adolescência existe em um desses mundos? “Sim, professor. Há muitas pessoas que viveram intensamente o Quixote. Ele cavalga sobre o Rocinante, ao lado de Sancho Panza, pelo mesmo mundo do Werter.”

“Mas você não me respondeu, Irina: quem é o Imperador e por que diabos mundos se misturam, meu Deus?”, indaguei Irina impacientemente. “A fusão dos mundos só está acontecendo porque o universo dos sonhos – onde vivem Quixote, Rei Artur, Dom Casmurro – perdeu a sustentação de sua órbita.” Perguntei se era o Sol, por acaso. No que a aluna me respondeu: “não exatamente. É todo um universo de pensamentos que está perdendo a luz. Aí é que entra seu papel, professor: descobrir qual a relação do Imperador com o apagar dessa luz.”

Como? Faltou ainda explicar quem é o Imperador. Não faltou mais: “o Imperador, professor, é alguém ou alguma coisa que foi banido do universo dos sonhos e, desde então, planeja sua volta. Agora, com a fusão dos dois mundos, o nome Imperador aparece em sonhos das pessoas escolhidas para essa batalha.”
CONTINUA...

Wikihelp us!

"Imagine um mundo em que cada pessoa no planeta tenha acesso gratuito à soma de todo o conhecimento da humanidade". Esta é a frase de Jimmy Wales, fundador da Wikipédia que prenuncia o apelo feito pela Fundação Wikimedia aos usuários: "doe agora", diz o slogan da campanha.

Manter funcionando e em qualidade um dos portais mais acessados na Internet - talvez a maior biblioteca da Humanidade - não é barato. A Wikimedia tem 23 funcionários e um gasto anual de pouco menos que seis milhões de dólares. Entre no site e procure alguma propaganda? Nenhuma? Isso mesmo: a fundação não quer depender de patrocínio comercial e continuar fazendo jus ao lema presente no logotipo: "a enciclopédia livre". Livre de taxas, livre de acordos comerciais, livre de propagandas, livre de interesses particulares.

Então eu, como usuário freqüente da Wikipédia, faço também um apelo a você, caro leitor: doe. Há várias formas para doar, e não é preciso ser uma grande quantia. Pense o quanto você gastaria de dinheiros para encontrar todas as informações da Wikipédia em livrarias, bibliotecas públicas distantes de casa e bibliotecas privadas. Calcule. Quanto você pode doar para manter o próprio conforto?

No apelo de Jimmy Wales em português há o botão "doe agora" que leva a uma página explicando como doar dinheiro (ou ações!) à Wikipédia. Procure e ajude-nos a um 2009 repleto de artigos wiki com qualidade de acesso e livres de comercial.

Menestréis do "humor pastelão"

Nada mais comum no Brasil que músicos entoando canções repletas de duplo sentido e conotações sexuais. Às vezes, denotações sexuais, como na contramúsica à qual chamamos de "funk carioca".

Quem começou isso? Quem pode ser chamado de "rei" da música de humor pastelão? Um dos pioneiros é o paraibano Genival Lacerda. Seus sucessos "Severina Xique Xique", "De quem é esse jegue?" e "Radinho de Pilha" tornaram-se canções populares no Brasil. É um cantor que leva o brega na "arte" e no estilo.

Nossos irmãos lusitanos também têm seu representante do duplo sentido e da "sacanagem": o minhoto Quim Barreiros.

NOTA: Sim. "Pá" em Portugal serve para nomear o mesmo orifício a que chamamos com outra palavra de duas letras.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Vida e morte de Rosinha da Colônia Muricy

Oh, coitadinha da’Róse!
Moréu sem amá ninguém!
Todo dia, lá na igreja,
comungando na homilia,
escutando a eucaristia...
Pra que todo mundo a veja
como cruz de romaria.

Oh, coitadinha da’Róse!
Moréu sem amá ninguém!
As colegas, lá da escola,
tinham medo da Rosinha.
“Ela é meia esquisitinha.
Só e sozinha, a cheira-cola.
É menina maluquinha!”

Oh, coitadinha da’Róse!
Moréu sem amá ninguém!
Suas amigas namoravam
e a Rosinha lia poesia,
romance, conto, alquimia...
Lia tudo que lhe davam
Lia, lia, lia e lia.

Oh, coitadinha da’Róse!
Moréu sem amá ninguém!
Na colônia, ela chegava
sorridente e com amor.
Diziam que o professor
era quem lhe animava.
“Ele é seu grande tutor!”

Oh, coitadinha da’Róse!
Moréu sem amá ninguém!
No dia dessa tragédia,
tomou banho a menininha
e saiu perfumadinha
ver um filme de comédia
com o professor Rafinha.

Oh, coitadinha da’Róse!
Moréu sem amá ninguém!
Junto de seu professor
que contava mesma idade
foi assistir, na cidade,
uma comédia de amor
com muita felicidade.

Oh, coitadinha da’Róse!
Moréu sem amá ninguém!
Durante o filme, com magia,
um beijinho aconteceu.
A Rosinha estremeceu...
Seu coração explodia
e Rosinha se perdeu...

Oh, coitadinha da’Róse!
Moréu sem amá ninguém!
O perder achou a casa
do tutor, de par em par.
Do amor se fez o amar
em um furor como em Gaza...
Seus corpos, num misturar!

Oh, coitadinha da’Róse!
Moréu sem amá ninguém!
Rosinha não agüentou
a emoção daquele beijo
que povoava seu desejo.
E seu coração parou
neste instante de festejo.

Oh, coitadinha da’Róse!
Moréu sem amá ninguém!
Fábio Pedro Racoski

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Boas festas

Blogueiro não vive só na frente do computador. Pelo menos, ao meu ver, não deve fazê-lo.

Este blogueiro que vos escreve dará uma pausa com as atualizações até que as festas de Natal passem. Volto para postar duas partes a mais do conto "Dia sem fim" (sim, não haverá conto essa semana).

Deixo-vos uma mensagem de fim de ano nesse vídeo:

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Cantores do mundo - Marek Grechuta

Pelos passeios da vida virtual e ancestral, encontrei na Internet artigos e mais artigos sobre um músico polonês (ou polaco): Marek Grechuta.

Um dos mais populares cantores da Polônia, Marek Grechuta é grande representante da "poesia cantada", estilo musical fortemente difundido na terra polaca que tem, em outra ponta, Bob Dylan, por exemplo. A canção que segue, no vídeo, é "Dni których jeszcze nie znamy" (Os dias que ainda não conhecemos).

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

www.radiogordo.com

Agora este humilde blogue conta com um domínio à moda mundial. Garanti o www.radiogordo.com para simples redirecionamento. O objetivo, caro leitor, é publicitário mesmo: é mais fácil guardar na mente um www.radiogordo.com que um radiogordo.blogspot.com e por isso investi neste endereço.

Mas calma: continuarei a escrever aqui por prazer e exercício de ego. Não para obter lucros financeiros!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Conheça Mizeraviya

Nome oficial: Reino bruzundango de Mizeraviya
Localização: qualquer lugar distante dos países desenvolvidos
Lema: "O importante é levar vantagem em tudo, certo?"
Capital: Sodoma
Gentílico: mizerávio, bandido(a), imigrante sujo(a) e/ou atrasado(a)
Língua oficial: várias; ou nenhuma
Governante: Rei Ngonorant III (desde 1964)
População: muitos
PIB: 1300 dólares... "passa a carteira!" 1500 dólares
IDH: não medido; duvida-se de existência efetivamente humana
Espectativa de vida: ?
Alfabetização: (...)
Moeda: a sua!

- A Mizeraviya é o único país do mundo que não possui escolas. O que há são prédios de reclusão onde centenas de adolescentes divertem-se agredindo funcionários apáticos outrora chamados de professores.

- A Mizeravyia assinou um acordo com os Estados Unidos da América para combater o terrorismo: os estadunidenses enviariam dinheiro para o pobre país e os mizerávios, por sua parte, caçariam os inimigos da América e, assim, teriam comida. No momento do trato, surgiu um imprevisto que atrasou a cerimônia: não havia almofada de carimbo para o Rei Ngonorant III poder assinar com as digitais de seu polegar.- Esta é a bandeira nacional de Mizeraviya. O laranja representa o alerta vermelho, já desbotado, da pobreza geral entre o povo. As duas faixas em marrom representam os rios poluídos da pátria. A borda externa em zigue-zague é conseqüência da baixa qualidade presente no pano, o mesmo tecido há 80 anos. Por último os círculos, representando o alvo, para mais fácil se dar a dominação estrangeira.

- Não há um hino nacional constante. A música adotada como tema pátrio é a canção de sucesso atual, sempre estrangeira. O hino do momento é popularmente conhecido como Guimeguimi ("Give it to me", da Madonna).

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Muntazer al-Zaidi

Para você, caro leitor ocidental-capitalista-consumista, isso é ofensivo, não?
Assim como para um estadunidense ser insultado com a expressão "mother fucker" ou, pior, ter-lhe insultada a pátria.

Pois bem: no oriente, entre os países de cultura islâmica, o sapato é um simbolo de impureza, sujeira. Ninguém entra na mesquita a não ser que esteja descalço. Mostrar a sola do sapato para alguém tem o mesmo valor de insulto que o dedo médio de Johnny Cash, na foto. Jogar os sapatos contra alguém, na cultura árabe, é pior que uma dedada.

Na cultura ocidental, chamar alguém de rato pode ser extremamente ofensivo. No mundo árabe, o mesmo acontece com a designação de "cão", "cachorro" - afinal, foi um cachorro quem entregou, latindo, a localização do profeta Maomé a seus perseguidores.

Muntazer al-Zaidi é cinegrafista e repórter iraquiano. Numa atitude que mais lembra Dom Quixote combatendo seu imaginário inimigio Frestão, ele atira seus dois sapatos contra o ainda presidente dos Estados Unidos da América, George Walker (Texas Ranger) Bush.

"Cachorro! Cachorro!" Gritava Muntazer, o cavaleiro da triste figura mesopotâmica. O homem que selou para a história os oito anos de governo Bush: um governo imundo como os sapatos, e ladino como os cães.

Outros sapatos iraquianos contra os EUA: O apelido iraquiano de Condoleezza Rice, Secretária de Estado ianque, é "kundara" - sapato, em árabe.
A fachada do Hotel Rashid, em Bagdá, após a primeira Guerra do Golfo. O "criminoso" era, então, o Bush pai. O hotel recebia grandes figurões do governo dos EUA e do Iraque. Para entrar no prédio, era preciso arrastar os sapatos sobre a imagem do velho George. Os ladrilhos foram destruídos por marines na segunda Guerra do Golfo.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Dia sem fim (Parte IV)

De um instante para outro, o mundo que aprendi a contar para alunos, amigos e familiares era para mim um desconhecido. Eu me sentia como um bebê ao ver pela primeira vez a luz do sol. Não entendia como fui, ao mesmo tempo, no mesmo instante, secretário e metalúrgico, profissões que nunca ousei exercer. Minha sensação era talvez igual à de uma girafa arrancada de sua savana na África e presa num zoológico em Nova Iorque. Tudo para mim era alienígena. Eu só conseguia identificar-me a mim mesmo através da Irina de pele branquíssima e olhos pretos.

“O senhor é o único que pode arrumar toda essa bagunça, professor”, disse-me Irina com os olhos de ver pai. “Eu? Arrumar? Arrumar o quê?”, o único pensamento frutífero em minha mente. “Arrumar os mundos que se misturaram”. Segundo minha querida aluna (seria eu aluno e ela a professora?), o sol roxo, os devaneios da minha última noite de sono, as viagens inexplicáveis entre mundos de sóis multicolores, isso tudo era resultado do prólogo de uma tragédia: mundos se chocando, uns contra os outros, e acabando com a realidade em cada um para que exista uma só, onde o Imperador governe.

“Não são universos paralelos!”, exclamou Irina, novamente antecipando-se ao meu pensamento. “São mundos diferentes, não-paralelos, não-lineares. Mundos reais e imaginários. Olhe no seu relógio, professor. Já se passaram dezenove horas de segunda-feira e ainda estamos com o sol, ainda que roxo, da manhã. Veja lá, no fim da rua: aquele vestido de casaca azul. É o Werter!”

Werter não é, nem de perto, meu preferido no mundo da imaginação literária. Então: o que ele fazia ali? Como mundos imaginários podem invadir a realidade? Era o vinho, só podia ser. Mas Irina leu meus pensamentos e arrematou: “Há mundos imaginados tão intensamente que ganham força para preencher dimensões físicas, ainda que não sejam as nossas. Quem sabe eu seja um sonho seu, professor. Para mim o senhor é o professor que eu sempre sonhei em ter: afeto de pai, carinho de amigo e porte de mestre”.

Nunca havia me emocionado com declarações de alunos. Os presentes de fim de ano, carro de som, homenagens... Mas o que Irina disse me tocou de verdade, pois seus olhos negros não vestiam a capa da falsidade. Não me surgiam respostas, agradecimentos. Somente uma vontade forte de beijá-la a testa e foi o que fiz.

“Por favor, Irina, me explique: por que esses mundos – um mais insano que o outro - estão se mesclando? Quem é esse Imperador (tivemos vários)? Por que eu e para quê?”
CONTINUA...

sábado, 13 de dezembro de 2008

Aproveite a vida

Vai, vida volátil:
voe vaga-lume!
Viva vez versátil,
viva voz volume.

Vaze vasilhame,
verta vil vertigem.
Vá, viva vexame.
Volte vida virgem
Fábio Pedro Racoski

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mãe é mãe

Já alerto, caros leitores: esse não será um blog religioso. Mas o artigo anterior me inspirou a divagar sobre a figura de Nossa Senhora.Como eu já disse, sou católico (apostólico também, mas romano não). Não quero catequizar ninguém aqui: cada um tem seu caminho a seguir. Eu quero escrever um pouco sobre essa personagem fantástica: Maria. Uma mãe que aceitou passar pelo desconhecido para ter seu bebê. Uma mãe que, como tantas mães, empenhou todas as forças da vida na criação de seu filho, Jesus. Uma mãe que preparou o magnífico destino de seu menino. Uma mãe que viu o filho sofrer e morrer.

Por mais que você não creia nessa história, caro leitor, ou que não viva essa crença, Maria é a personificação da mãe no sentido mais forte e singelo da palavra. E se eu amo minha mãe, se para mim ela é santa, ela também é Maria.

As pessoas crescem, adquirem cultura e acham belas as mitologias nórdica, grega, céltica, iorubá... As mitologias judaica, cristã e islâmica também têm sua beleza. A simbologia da mãe Maria é, para mim, lindíssima.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O dia em que Brasília andou...

Pesquisando sobre a refilmagem do clássico "O dia em que a terra parou", agora com Keanu Reeves no papel principal, deparei-me com o seguinte vídeo-reportagem-fictícia:

Imaginei muitos sarcásticos descontentes com a política nacional bradando: VIVA!

Faça seu próprio tipo de música

Talvez você não saiba, caro leitor, mas eu sou fã de uma das melhores séries de todos os tempos: LOST. E também sou fã da Mama Cass Elliot!

Qual a relação de um com o outro? Eu explico: a canção "Make your own kind of music" foi utilizada na série como um tema de amor do casal Desmond e Penny. Essa música é a minha preferida da Mama Cass. Ouça essa maravilha e leia a tradução da letra:

Ninguém pode te dizer
Que só uma canção que vale a pensa ser cantada
Eles podem tentar te convencer
Pois eles ficam perturbados
Em ver alguém como você

Mas você tem que...
Fazer seu prórpio tipo de música
Cantar sua própria canção especial
Fazer seu próprio tipo de música mesmo que ninguém mais cante junto

Então se você não puder pegar minha mão
E se você tem que ir
Eu vou entender

Você vai conhecer
o tipo mais so0litárioi de solidão
Pode ser difícil ir
fazer o que tem que fazer
a coisa mais difícil a fazer

Mas você tem que...
Fazer seu próprio tipo de música
Cantar sua própria canção especial
Fazer seu próprio tipo de música mesmo que ninguém mais cante junto

Então se você não pode pegar minha mão
E se você tem que ir
Eu vou entender


Agora veja a cena do premiadíssimo episódio, "The Constant": depois de viajar em consciência para o ano de 1996 e de 2004, indo e voltando, quase sofrendo um aneurisma, Desmond consegue fazer contato com sua constante nos dois tempos. Sua amada, Penelope Widmore. Para quem acompanha a série, essa cena é emocionante!

Em janeiro começa a quinta temporada de LOST. Façamos nós, até lá, nosso próprio tipo de música.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Declaração "Universal" dos "Direitos Humanos"

Há exatamente 60 anos, reptilianos, lirianos, Ashtar Sheran e Tassadar (enfim, todo o Universo!), assistiram à criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, redigida e assinada por membros da recém-fundada ONU. Não todos, mas a maioria.

O mundo atual não é o mesmo de antes da Segunda Guerra: aquele mundo morreu junto dos soldados antes de 1945. A DUDH é uma das marcas do nascimento desse Novo Mundo. Mas o que mudou, na real, quando o assunto é direitos humanos? "Precisamos combater as nações que debocham da Declaração", disse o único redator vivo da carta, Stéphane Hessel, agora com 91 anos.

Muito bem, Hessel. Vamos lá, caro leitor: arregace as mangas, vista seus apetrechos de peleja e vá à luta. Os adversários são pequenos: China, Rússia, Estados Unidos da América, Índia, Brasil... Façamos um boicote!

Vivemos num mundo que não sente náusea nem mesmo diante da maior violência possível. Como uma humanidade assim pode levar a sério algum direito humano? Como pessoas que não se importam em comprar peças de carro no "roubauto" podem compreender a profundidade desse problema: a ausência de direitos humanos?

Olhe à sua volta e, depois, leia o primeiro artigo da Declaração:

Ko te katoa o nga tangata i te whanaungatanga mai e watea ana i nga here katoa; e tauriterite ana hoki nga mana me nga tika. E whakawhiwhia ana hoki ki a ratou te ngakau whai whakaaro me te hinengaro mohio ki te tika me te he, a e tika ana kia meinga te mahi a tetahi ki tetahi me ma roto atu i te wairua o te noho tahi, ano he teina he tuakana i ringa i te whakaaro kotahi.

Não entendeu? É claro: esta é a tradução para maori. Agora em português:

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Particularmente, não me ajudou muito na compreensão real do que acontece em Curitiba, no Brasil, em Portugal ou no Usbequistão. Livres e iguais em dignidade e direitos? E os casais homossexuais? As mães solteiras? Os muçulmanos? As variadas parcelas da humanidade apunhaladas pela discriminação, pelo preconceito, pelo ódio?

A DUDH possui trinta artigos (menos que os 43 dogmas do Vaticano!).

Para terminar, o segundo artigo:

Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.

Por isso que o Hessel sugeriu a criação de uma corte internacional onde o cidadão comum possa processar governos nacionais. É, Stéphane: é preciso. Pois as nações não debocham da Declaração. Elas estupram-na!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Dia sem fim (parte III)

Continuamos eu e Irina à frente na calçada destruída pela incrível força das raízes de árvores. Aquele sol brilhando roxo e transformando o céu num bordô-rosê uniforme me causava náuseas. “Calma, professor: quando passar o efeito, você vai ficar bem!”, disse Irina. “Efeito de drogas? Como, se eu não sou drogado?”, indaguei a moça religiosamente.

Enquanto caminhávamos, Irina me explicou que o que causa as náuseas é o sol roxo. Ela afirmava estar sóbria. Quanto a mim: eu já não sabia. Tinha dúvidas de quanto vinho bebi: a cor do céu não me deixava esquecê-lo. Nesse espaço de silêncio para as minhas divagações, um clarão surgiu diante de nós. “Fique calmo, professor”, disse Irina – quem eu deveria conduzir agora me conduz! “É só o Tesla!”

E era mesmo: alguém que poderia passar por sósia de Frank Zappa vestindo roupas de época. Nikola Tesla, inventor do motor trifásico, experimentador da descarga de Tesla e, para alguns, o criador do “raio da morte”. Ali, à minha frente. “Ele está e não está aqui, professor”, educou-me mais uma vez Irina. “Como assim: está e não está? Holografia? Alucinação?”, perguntei, embriagado de informações confusas e improváveis.

Segundo Irina, o que avistávamos então era uma ligação entre espaços, tempos, universos, mundos de imaginação e orgânicos. “Não é um buraco de minhoca”, disse a aluna-mestra antes que eu o terminasse de pensar. “Você viveu essa experiência, de maneira mais intensa, hoje à noite”.

Agora eu estava realmente com medo: “COMO VOCÊ SABE DISSO?” Irina amarrou seus cabelos pretos, deixando revelar ainda mais a face pálida. Olhou-me da maneira mais profunda que alguém me olhou desde que saí da casa de minha mãe e disse, suavemente: “fui eu quem levou o professor a viver aquilo. E por isso você está aqui. Nós precisamos do senhor!”

Quem precisava? E para que um professor de história seria útil num mundo de devaneios? Eu quero acordar...
CONTINUA...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Finish him!

Você, caro leitor, já deve ter se indagado sobre a violência nos jogos eletrônicos. Afinal: essa brutalidade absurda nos videogames incita a agressividade nas crianças e adolescentes ou são uma "hipérbole" da violência que existe por todos os lugares?

Um fotógrafo britânico, Robbie Cooper, registrou as expressões faciais de crianças e adolescentes enquanto jogavam os famosos Halo 3, GTA 4, Counter Strike e Call of Duty.


Uma cortesia de g1.globo.com

Mas eu argumento: na adolescência, joguei horas de Mortal Kombat, Doom e Quake. E não sou uma pessoa agressiva. Não sou, não. Tô falando que não, pôxa. Ei: não me contraria! Cala a boca, imbecil! EU NÃO SOU AGRESSIVO! E SE FALAR ISSO DE NOVO VAI PERDER OS DENTES DA FRENTE! Não sou agressivo, seu filho d...

[Fábio está offline]
...
[Fábio está online]

Desculpem-me. Caiu a luz... Brincadeira! Talvez eu tenha feito aquelas expressões diante disso:Mas não sou agressivo. Deixar-se influenciar por jogos eletrônicos, filmes, televisão... Não. A violência ataca de formas mais sutis, como a falta de diálogo na família, a fome, o desemprego... Não culpem os inocentes cálculos matemáticos que formam os videogames!

NOTA: Para quem não sabe, "Finish him!" (acabe com ele!) é a frase que aparece antes do momento de um Fatality (golpe extremamente violento que encerra a partida) no jogo de luta Mortal Kombat. Os personagens na imagem acima são Sub-Zero (segurando a cabeça) e Johnny Cage (o decaptado).

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sentimentos profundos...

Tragédia em Santa Catarina?
No Rio de Janeiro?
Terroristas em Mumbai?
Perdi o emprego?
O salário não veio?
Coisas ruins?

Barack Obama?
Pesquisa da cura do câncer?
Um brasileiro vencendo um prêmio de literatura internacional?
Consegui um emprego melhor?
O salário rendeu para o mês inteiro?
Coisas boas?

O que há de mais profundo, em meu ser, a ser dito:

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Mãe: divina

Hoje minha mãe faz aniversário.

A mulher que me gerou, me criou, minha amiga, a única pessoa que me conhece por completo, a dona Lourdes é a pessoa mais importante na minha vida. Hoje ela completa 59 anos com aparência de 49!

PARABÉNS, MÃE! E desculpe-me por ainda não ter alcançado o lugar que você me preparou para a vida.

MÃE

Mãe... São três letras apenas

As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.

Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!
Mário Quintana

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Atrasadinho...

Peço desculpas, queridos leitores, pelo atraso na publicação da segunda parte do conto "Dia sem fim". Eu refiz a separação dos textos para melhor usufruto da leitura.

Dia sem fim (parte II)

Só podia ser droga, mesmo. Ou, então, uma experiência religiosa... Não: lá vinha o Interbairros II. Mas não era verde: estava azul. Deixando meu daltonismo momentâneo de lado, entrei na condução.

Estranho: o motorista era outro. O cobrador também. Não havia ninguém conhecido no ônibus. Apenas pessoas de cabeça raspada, todas, e roupas alaranjadas. Alguém me cumprimenta: “purifica-te ao Imperador, forasteiro!” Não entendi e nunca entenderei essa saudação. Ao entregar o dinheiro para o cobrador, este me devolve: “nunca vimos estas cédulas por aqui; não são cédulas do Imperador. É um invasor! Atirai-o para fora!” E lá fui eu, voando lentamente para um encontro do meu nariz com o concreto áspero da calçada.

Desmaiei. Quando acordei, estava dentro de casa. Deixei cair o café sustentado em minhas mãos. Vesti o macacão e fui em direção ao meu emprego de metalúrgico. Eram seis da manhã e o sol brilhava vermelho no céu...

Estava atrasado: precisava correr para alcançar o Interbairros II. Consegui! Entrei e... um ônibus lotado como eu nunca tinha visto, repleto de mulheres em túnicas transparentes. Elas cantavam coisas estranhas e me jogavam flores. “Seja bem-vindo, estrangeiro”, disse a mais bela. Quando comecei a gostar desse devaneio (ou não...), uma força me puxa, fazendo cair estatelado na sala de minha casa.

Levantei, vesti meu jaleco e saí em direção à escola onde dou aulas. Eram seis da manhã de segunda-feira e eu estava atrasado para o Interbairros II de sempre. O sol brilhava roxo no céu. Percebi que alguma coisa estava fora do comum: os sonhos pareciam reais; as sensações pareciam sentidas; o Interbairros II parecia um bom ônibus. Resolvi não pegar condução. Liguei para a escola avisando sobre minha falta recém-planejada. Eles nem se importam: hoje (hoje?) era minha permanência. Não veria alunos e alunas.

Resolvi caminhar pelas ruas da vizinhança e, ao dobrar uma esquina, me encontro com uma de minhas alunas, Irina. “Onde você vai, professorzinho?”, indagou-me Irina. Não sabia o que responder. Não sabia se ainda era sonho, pois Irina é uma de minhas alunas mais dedicadas. E bela, ainda que eu a veja como uma filha. “Eu também estou perdida, nem sei se hoje é hoje. É por causa desse sol agora roxo!”

O que Irina disse fez-me palpitar de tal forma que precisei buscar assento no meio-fio. Como ela sabia que eu estava perdido, se nem eu mesmo tinha pensado nisso? Estávamos nós dois nesse turbilhão espaço-temporal-alucinógeno?
CONTINUA...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Travessia da ponte Cinvat

Há algum tempo, o mundo viu um rapaz, nascido em Zanzibar (ilha na costa do Quênia) no ano de 1946, filho de pais indianos de origem persa e zoroastristas, marcar para sempre o mundo da música. Morto em 1991, seu nome era Farrokh Bulsara, vocalista de uma das maiores bandas de rock (talvez a maior) de todo o sempre: o Queen.

Sim, meus amigos: Freddie Mercury era um jovem asiático nascido numa então colônia britânica na costa leste africana! O que, ao meu ver, torna ainda mais brilhante a figura de um grandioso artista que me faz ter orgulho em ser humano: ele não era um garoto de Liverpool; ele não nasceu em Londres; ele não veio de Memphis. Ele era um britânico-africano-indiano-persa: um cidadão do mundo.

Eu tenho certeza que Freddie Mercury chegou à ponte Cinvat e viu uma virgem de 15 anos. Ele fez a travessia e hoje mora no Anagra Raosha, o reino das luzes eternas, merecida morada para um grande homem da música*.

LONGA VIDA AO VERDADEIRO REI DO ROCK AND ROLL!

E um recado para os fãs mais "xiitas" do Queen: o Paul Rodgers (de quem Freddie Mercury era fã) vai muito bem nos vocais! Sabemos que não é o Freddie: mas alguém desejaria o Sacha Baron Cohen (o Borat) imitando-o "oficialmente" ao lado de Brian May e Roger Taylor (talvez John Deacon também)?


*Na crença zoroastrista (religião da família do Freddie), a alma, passados três dias da morte, se dirige à ponte Cinvat. Se a pessoa foi boa durante a vida, verá uma bela virgem de 15 anos; se foi má, verá uma megera. Os maus serão jogados ao inferno e os bons atravessarão a ponte para viver eternamente no Anagra Raosha.

NOTA: quem me "inspirou" a publicar essa postagem foi minha colega de trabalho, Meri L. VALEU!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A arte imita a vida. Os "videogames" também.

Você, caro leitor jogador viciado ou casual de Mega Drive, Super Nintendo, Atari, PC, Wii etc., já deve ter pensado onde os produtores de jogos eletrônicos foram buscar inspiração para a criação dos personagens que controlamos com os dedos. Primeiro o meu preferido, Sonic:O "porco-espinho" (ou ouriço) azul foi inspirado nesse bichinho fofo aqui:O ouriço africano (Atelerix Albiventris) é branco e marrom; quando se sente em perigo "vira uma bola" e sai rodando, rodando, rodando... O bichano come até escorpião: é imune ao veneno.

Outro personagem eletrônico, esse mais estranho: Crash Bandicoot, sensação dos Playstations e, agora, de outros consoles.
A inspiração veio da Austrália:Os bandicoot (sem tradução para o português) são marsupiais da ordem Peramelemorphia. Os parentes mais conhecidos são o diabo-da-tasmânia e o canguru.

Há outros personagens, bizarros ou sensuais (como Lara Croft e Max Payne). Mas o maior destaque pra mim fica com o antigo "rival" do ouriço azul: Mário!
Eu sei: ele é humano. Mas vejam só: é um revolucionário italiano. GIUSEPPE GARIBALDI! Tem poderes sinistros, sai pisando e queimando tudo. STÁLIN!
É querido por todos, às vezes afeminado, tem um bigode comprometedor e é eterno. Farrokh Bulsara ou FREDDIE MERCURY!NOTA: Imaginei o Mário no front de batalha da Segunda Guerra gritando "Here we go!". Ou sendo derrotado no Piemonte e lamentando: "Mamma mia!".

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Cordas vocais

Lendo meu artigo sobre a viola, os artigos das cordas do Igor Ravasco, lembrei das cordas a serem primeiro musicadas: a voz humana.

Ao contrário de muitos instrumentos musicais, não é difícil encontrar um virtuose da voz: não é raro conhecer alguém que cante muito bem. Mas eu quero destacar dois vídeos que, para mim, mostram peças magníficas da voz humana. Deixando de lado lugares consagrados - como a ópera -, apresento-lhes os Righteous Brothers, cantando Unchained Melody nos anos 60 (prestem atenção na voz do cara, não nas "convulsões" dele!):


É. Essa é uma maravilha da música ocidental, entre tantas outras.

Uma pergunta, caro leitor: até onde a voz humana pode chegar? Refaça seus conceitos derrubados depois desse vídeo que mostra o Humai, um estilo de cantar vindo da Mongólia, também conhecido como "canto de garganta" (além da voz do tiozão, só há o acompanhamento dessa espécie de violino):


Vamos curtir mais um pouco, numa singela demonstração da nobre técnica:

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Cordas fantásticas

Lendo os artigos sobre instrumentos de corda no blogue "Carta e Verso", do Igor Ravasco , resolvi parablogueá-lo* (Desculpe-me, Igor, mas eu tinha que fazê-lo!) para escrever sobre meu instrumento musical predileto.
Este instrumento de dez cordas ao qual chamamos Viola Caipira é, para mim, mágico. Com uma afinação aberta (você bate as cordas, sem dedar, e sai um Mi) e as cordas arranjadas em pares, a viola caipira tem um som extremamente marcante. O dom de dominá-la pertence a poucos.

Sei que a guitarra é o instrumento mais influente no mundo ocidental. Mas, quando esse espanhol de seis cordas chegou por aqui, no Brasil do século XIX, a viola caipira, filha da viola portuguesa e da vihuela, já morava entre os tupiniquins há trezentos anos. Estes, ao se depararem com um corpo bojudo e de cintura larga, exclamaram: "que viola grande: que violão!"

O violão é filho da viola e a ela deve respeito! Repito: para mim a viola é mágica, sua música é magnífica e sua arte é, mesmo sendo complexa, singela. Banjos, Les Pauls, Stratocasters, ukuleles, alaúdes... Nenhum deles se compara à viola, minha querida viola.

Mas chega dos meus elogios: ouçam e vejam a magia desse intrumento nas mãos de seu maior mestre, Tião Carreiro que, aqui nesse vídeo, é acompanhado de seu mais constante parceiro de arte, Pardinho. Deleitai-vos!

*Parabloguear: neologismo criado por Fábio Racoski (eu, acho...) aludindo aos termos "parafrasear" e "blogue". Ou seja, "parabloguear" é parafrasear um blogue.

Folhetim no Rádio Gordo

A última segunda-feira, dia 24, marcou o início de uma série de publicações do conto de minha autoria, intitulado "Dia sem fim". Serão 10 folhetins a serem publicados semanalmente, religiosamente na segunda-feiramente (perdão, o advérbio este espaço invadiu!). Aguardem o próximo capítulo de
DIA SEM FIM
(Prometo que não será como novela!)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Dia sem fim (parte I)

Mais um dia terrível.

Visita de domingo: família, amigos e penetras reunidos em torno de uma maionese ruim. Ao cair da noite, todos se foram dentro do Interbairros II, o verdejante expresso infernal que conduz milhares de almas por dentro de Curitiba. Chutando os chinelos, desfaleci sobre a cama.

Então aconteceu o primeiro pesadelo: o céu estava em chamas. Olhei pela janela do quarto e vi bombas incendiárias destruindo nossas casas de madeira. O napalm cruzava a superfície e impregnava seu mau cheiro pelo ar. Queria sair dali, queria correr para longe, fugir para a Austrália. Não podia mais.

Mas, ei! Não moro em casa de madeira! Não sou um vietnamês prestes a correr do napalm ao lado de Kim Phuc! Não: não era verdade! Levantei e fui até a cozinha para tomar água. Levo um susto mortal: alguém arrombou a porta. Eram dois oficiais da SS nazista; eles me renderam. Estavam me conduzindo até o caminhão, mas, ao passar pela porta, alguma força me prendeu. Os chucrutes ficaram para fora; eu, para dentro, encarcerado por uma parede invisível que me jogava para o interior da casa.

Mais um sonho, só pode ser! Tomei um gole de vinho barato. Mais um. E outro. Apliquei beliscões no braço: nada. Voltei à cama, mas um forte tremor me fez levantar e espiar pela janela: milhares e milhares de cavalos, cavaleiros, lanceiros, todos bradando: “Alerrándros, Alerrándros, Alerrándros!”

Uma flecha atingiu o vidro de onde eu assistia aos macedônios e tudo caiu num clarão ofuscante. Depois que essa luz se apagou, só se via destruição por tudo. Meu Deus! Era Hiroshima! Eu estava viajando por tempos e lugares? Qual a procedência do vinho? O que minha tia pôs naqueles croquetes?

Fechei os olhos e, ao abri-los novamente, não havia mais casa, cama, paredes... Eu via pessoas sendo chicoteadas, estupradas, esquartejadas, escravizadas, roubadas... Um buraco abriu debaixo de mim e eu caí. Caí por horas, minutos... Até que me estatelei contra mim mesmo na cama de minha casa.

Eita, pesadelo! Eram seis da manhã de segunda-feira. Já havia perdido o Interbairros II que me leva ao serviço na hora certa. Atrasado de novo! Saí em disparada, mas o sol brilhava azul numa rua que não era a de minha casa...

CONTINUA...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Olhos tristes...

Tristeza não dói.
Corrói,
destrói
tudo o que pode ser alegre.
Tristeza é força
desforça
maior que mil sóis
ou dez mil
bombas atômicas.
Tristeza deforma
sem forma
e mata a vida
da eternidade de um dia.
Tristeza não é saudade
mas saudade
me deixa triste
de lembrar
do que não posso mais
ver,
ter,
abraçar,
sentir,
beijar,
viver.
Fábio Pedro Racoski

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Falando em bundas...

Entre os presidentes, a mais fenomenal bunda é da Argentina.
Eis a foto como prova: Cristina Kirchner e seu bundão!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Onde tudo "há bunda", nada falta...

Certa vez, Carlos Drummond de Andrade, grandioso poeta da língua portuguesa, estes versos escreveu:

A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda
redunda.


Calma! Não transformarei o Rádio Gordo em blog de sacanagem: nem política, nem erótica! A foto mostra uma bunda de propriedade da gaúcha Melanie Nunes Fronckowiak. Leia com os próprios olhos, em notícia publicada no periódico português Correio da Manhã, a 13 de novembro:

Bumbum vencedor
É sabido que o mítico bumbum brasileiro figura entre as mais perfeitas obras da Criação. Se dúvidas houvesse, ficaram ontem dissipadas no concurso Show Me Your Sloggi, em Paris, que coroou a brasileira Melanie Fronckowiak como detentora do mais belo rabo do Mundo.

Com apenas 20 anos, esta gaúcha natural da cidade de Pelotas (Rio Grande do Sul) já tinha feito furor no concurso realizado no seu país natal. Desta feita, na Cidade Luz, Melanie deslumbrou o júri da final internacional, onde Portugal também contou com uma representante.

A avaliar atentamente as formas de cada concorrente esteve um júri composto por alguns nomes ilustres, como a supermodelo Adriana Karembeu ou o astronauta italiano Paolo Nespoli.

Patrocinado pela marca de roupa interior Sloggi, o concurso atribui a cada vencedor (na vertente masculina ganhou o francês Saïba Bombote, de 27 anos) um prémio de 15 mil euros e um seguro específico para os respectivos rabiosques.
Tiago Silva

Comemore, meu amigo onanista: a melhor bunda feminina é do Brasil (sim, porque o título masculino foi para um francês...)! A notícia se espalhou rapidamente. Melanie já é uma celebridade: declarou, também, que não quer ser reconhecida apenas pela bunda...

Enquanto isso, um vencedor brasileiro "menos importante"¹ ficou no quase anonimato: Murilo Antônio de Carvalho, repórter do programa "Siga bem caminhoneiro", transmitido pelo SBT, ganhou o prêmio LeYa de literatura em língua portuguesa há um mês, no dia 14 de outubro, por sua obra "O rastro do jaguar". O prêmio realizado pelo grupo editorial português LeYa escolheu o melhor livro em língua portuguesa enviado ao concurso.

Pelo menos financeiramente o cérebro valeu mais que a bunda: a premiação entregue a Murilo em Lisboa foi de 100.000 (isso: cem mil!) euros! E acredito que ele não queira ser reconhecido, como diriam os lusitanos, "pelo rabo"...

¹ "Menos importante" foi ironia, mesmo!

domingo, 16 de novembro de 2008

"Casas públicas" pelo mundo

Nessas minhas viagens pelo mundo da Internet, deparei-me com fotos de certos palácios, congressos, parlamentos etc. que muito me agradaram visualmente! Entre eles:

Palácio de São Bento (Lisboa, Portugal)

Um dos mais clássicos e limpos em sua imagem física.
Escadaria e fachada

Senado

Parlamento húngaro (Budapeste, Hungria)
Luxuoso, grandioso e antigo prédio situado às margens do Rio Danúbio. Chique, hein?

Do outro lado do Danúbio...
Cúpula centralEstátuas e arte por todo canto!Vista noturna
Palácio do Parlamento (Bucareste, Romênia)
Esse prédio gigantesco chama mais atenção por seu tamanho que pela beleza em si. Minha opinião...

A superestrutura, em destaque
Vista noturna
Reichstag (Berlim, Alemanha)
Histórico palácio, não? Talvez o mais "calejado" de todos. Mistura a construção antiga com a moderna cúpula de arame e vidro.

"Dem deutsche volke", para o povo alemão
A "volkscúpula"
Vista interior da cúpula
E, por fim, o Congresso Nacional (Brasília, Brasil):
Uma das obras malucas (no bom sentido) do maluco (no bom sentido) Oscar Niemeyer, que completará 101 anos em 15 de dezembro. Continua em atividade!

KKK parte II

De novo, a Ku Klux Klan. Na página inicial do sítio www.kkk.com você encontra a seguinte declaração do diretor da "ordem" (aqui, em tradução livre de um leitor capenga da língua inglesa):

América, nossa nação, está sob o Julgamento de Deus!
Há uma guerra racial contra os brancos. Mas nosso povo – meus irmãos e irmãs brancos – continua comprometido com uma resolução não-violenta. Essa resolução precisa existir nas comunidades brancas ao redor do mundo. O ódio com nossas crianças e seu futuro cresce e é alimentado a cada dia. Continue firme em suas convicções. Siga amando os seus e continue testemunhado aos outros que há um caminho melhor que uma nova ordem mundial dividida em guerras, violenta, rancorosa e socialista. Este caminho é o caminho Cristão: lei e ordem, amor e família, amor à pátria. Estes são os princípios da civilização cristã ocidental. Há uma guerra a destruir tudo isso. Reze para que nosso povo veja o erro de seus atos e redescubra o senso de lealdade. “Arrependa-se, América”! Tenham fé, meus irmãos.

Diretor nacional dos Cavaleiros
Pastor Thomas Robb

Comovente, meu caro colega nazi-fascista ariano? Agora, uma organização racista, terrorista e porra-louca quer se passar por vítima! Vejam só...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

The KKK took my baby away...

Saiu no JB Online:

EUA - Uma vítima da organização racista Ku Klux Klan que sofreu lesões corporais em 2006, entrou na Justiça contra o grupo. Jordan Gruver, 16 anos, que sofreu arranhões e teve ossos quebrados, quer uma indenização grande o suficiente para levar à falência o império do KKK nos Estados Unidos.

Gruver, cidadão americano com descendência panamenha, foi castigado em julho de 2006 no condado de Meade, em Brandenberg, Kentucky. Jogaram-lhe álcool e aplicaram-lhe socos e pontapés no chão.

Quando as agressões pararam, Gruver tinha o maxilar e o antebraço quebrados e duas costelas fraturadas, além de arranhões e outros ferimentos.

A briga foi entre o garoto, que pesava 68 kg e tinha aproximadamente 1,59m de altura, e dois integrantes da Ku Klux Klan, sendo que o maior deles pesava 136 kg e media 1,94m de altura, segundo informações da rede americana CNN.

Gruver, com a ajuda de uma organização civil, espera obter uma indenização de US$ 6 milhões. "Nós queremos justiça para compensar os danos sofridos por Gruver e uma indenização que seja capaz de retirar a organização racista dos seus negócios", disse o porta-voz do Southern Poverty Law Center, Booth Gunter.

O júri, composto por sete homens e sete mulheres, foi escolhido na última quarta-feira para ouvir o depoimento de Gruver dos dois membros do grupo acusados da violência. Estes foram identificados nos documentos judiciais como o "Feiticeiro Imperial" Ron Edwards e Jarred R. Hensley, o "Grande Titã" do Klan de Ohio.

Para quem não sabe, isso é a Ku Klux Klan (ou KKK): um grupo racista de extrema direita, residente principalmente no sul dos Estados Unidos. Eles "defendem" a idéia da superioridade branca e protestante, perseguindo, assim, católicos, judeus, hispânicos, muçulmanos, "amarelos" e, especialmente, negros.

O primeiro grupo com esse nome surgiu em 1865, quando a escravidão foi abolida e os negros receberam terras para plantio e obtiveram direitos civis iguais a todos. A brancaiada formada por veteranos confederados da Guerra Civil (os confederados eram escravistas) subiu nas tamancas, se vestiu de roupa e capuz branco, e começou a perseguir, torturar, espancar e matar negros, estrangeiros e republicanos - sim, a KKK era, no início, apoiada pelo Partido Democrata, que hoje tem como filiado Barack Obama!

Assim como os nazistas, a KKK queria (ou quer) uma pátria "limpa de raças, culturas e crenças inferiores". Três facadas em Lévi-Strauss e Darwin: não existe etnia, cultura ou crença superior! Eles têm como costume instalar cruzes em chamas no quintal de seus inimigos, simbolizando o espírito de Deus queimando em nome de "tão bons cristãos"!

Seis milhões? Por que não seiscentos milhões? Ainda bem que os estadunidenses estão mostrando que não são tão KKK assim. Mas eu é que não queria morar nos EUA se fosse muçulmano!

Para quem quiser saber mais sobre a KKK: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ku_Klux_Klan

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Trova bilíngüe

Quisiera yo ser un cantante
del corazón hispanohablante.
Mas minha sina é ser de Luso
filho brasileiro confuso.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Quem é sósia de quem?

Da esquerda para a direita: Dmitri Medvedev (presidente da Rússia), Keifer Sutherland (o Jack Bauer de 24 Horas) e Beto Richa (prefeito de Curitiba, futuro presidente do Brasil).
Montagem com Medvedev e Sutherland retirada do blog Best Week Ever

Quanta semelhança, hein? E os três gostam de poder! Mas será que o Sutherland e o Medvedev também são do PSDB? Tomara que não!

domingo, 9 de novembro de 2008

No último domingo, dia 09, minha avó materna, Thereza de Jesus Purkott, completou 80 anos!A foto é recente. O preto e branco é pra esconder o muro!

Parabéns, vó Thereza: a matriarca, a chefe, a mãe de minha mãe. Minha querida avó!

Pagode? Sertanojo? Tuche? NÃO!!!

Há três coisas que marcam o almoço de domingo: reunião da família, maionese e música. O terceiro item é alvo de peleja aqui!

Acho interessante que todos podem ouvir seus estilos musicais favoritos e ninguém mete a colher. Mas eu, roqueiro-violeiro, não tenho o direito de escutar Ramones, Tião Carreiro, VientoSur, Raul Seixas e Sidney Magal. Nem por um instante sequer!

Sou obrigado a ouvir: "essas músicas esquisitas do Fábio; só ele pra gostar!". Primeiro: Tião Carreiro inventou um ritmo que identifica a viola até hoje; não é esquisito, mas genial. Segundo: músicas em inglês, espanhol, servo-croata (Halid Bešlic, Mostar Sevdah Reunion), banto, são tão estranhas assim? Terceiro: é o MEU gosto, sim; não gosto de pagode, mas tenho que aceitá-lo! Quarto: qual o problema de ouvir canções em língua estrangeira? O povo tupiniquim adora cantar "créu, créu" que, a priori, não constitui nenhuma língua humana!

Então, forço-me a suportar pagodes, tuche-tuche (aquelas músicas com bate-estaca!), César Menotti e Fabiano (esses são os menos ruins!)... Mas não posso ouvir Cacique e Pajé, Led Zeppelin, Elvis, Norah Jones, Gaúcho da Fronteira, Blindagem, Queen, Nirvana, Gogol Bordello... Não posso ouvi-los nem cantá-los. É, amigos... Roqueiro sofre discriminação, sim!

Aqui, uma canção da banda Os Seminovos, "Perdão, Leonardo", mostrando a dura realidade de um músico no Brasil:

A música é livre para baixar!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Grandes poderes, grandes responsabilidades

George Walker Bush, nascido a 6 de julho de 1946, mesmo sendo "o senhor da guera", "paspalhão", "besta", sentiu o peso do cargo mais poderoso do mundo e envelheceu, em oito anos, pelo menos uns quinze.

Já que estamos nos últimos dias da era Bush pairando sobre o mundo, fica aqui o registro do melhor feito do Bush filho: Barbara Bush. A segunda.

Deus salve a América. Do Sul, Central e também do Norte!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Obama Maravilha

Se você não conseguiu ler os créditos, em vermelho: www.blogdodowglas.blogspot.com

O que Obama dirá, então? "Don't come with the problematic, because I have the solutionatic!"

Quem "kiba" será "kibado"!

Veja esse vídeo, propaganda de uma batata frita australiana, chamada Smiths Chips, que foi ao ar em março de 2007:



Agora, eis a propaganda (à qual vocês devem ter assistido) do novo Ford Focus:



É, meus amigos. A Ford "kibou" a batatinha da terra do AC/DC! Da mesma forma, eu "kibei" essa mensagem do próprio "Kibe Loco". Quanta infâmia!

Não sabe o que significa o termo "kibar"? Procure no Dicionário inFormal (http://www.dicionarioinformal.com.br/):

Assim como "googlar", "ripar" e "zipar", "kibar" é mais um verbo específico dos meios internéticos. Significa usar idéias, conceitos ou imagens publicadas em blogs alheios, que circulam por aí como email e/ou são considerados "bens de informação públicos", assumindo a autoria sobre os mesmos em busca de fama rápida ou de economizar trabalho. Quase sempre, quem kiba acaba sendo pego no flagrante.

O artigo original aqui honestamente kibado se encontra no site www.kibeloco.com.br, segunda mensagem de 05/11/2008, intitulada "Oito pecados (parte 50)".

O problema de kibar é que esse ato pode gerar uma reação em cadeia sem fim que, além de causar atrofia intelectual, poderá trazer, no futuro, a necessidade de teclados equipados apenas com as teclas CTRL, C e V.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eu voltei, agora pra ficar...

Recoloquei a barra de navegação do Blogger no topo do Rádio Gordo. Por quê? Para que vocês busquem outros blogs, oras! Podem pesquisar este humilde blog no campo de busca ou clicar no atalho "Próximo blog" e viajar "ao sabor do vento" até o blog seguinte.

Carpe diem!

Doze homens, doze cores...

No ano 1963, em meio à guerra de segregação racial vivida nos Estados Unidos da América, um reverendo chamado Martin Luther King disse, em seu famoso discurso (I have a dream, "eu tenho um sonho): "Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter."

O verdadeiro sonho americano - diferente do sonho holywoodiano - não pertence somente aos ianques: é o sonho de uma sociedade que respeita as diferenças e escolhe seus líderes por quem eles são, não importando O QUE eles são. Barack Hussein Obama entra para a história como primeiro presidente negro nos EUA; também o mais jovem. Um homem que mescla em suas origens culturas diferentes. E, certamente, foi eleito "pelo conteúdo de seu caráter", já que apenas 18% da população daquele país é de negros.

Fica essa lição para o mundo: uma nação que vive sob a pecha infame de racista, retrógrada e machista, pôs na Casa Branca um negro. E poderia ser uma mulher: Hillary Clinton. No Brasil, não tivemos sequer um candidato negro, índio, ou ainda uma candidata. Temos, entretanto, um presidente ex-metalúrgico, baixinho e nordestino. Os erros ou acertos de Luiz Inácio Lula da Silva fazem parte de seu caráter, não de sua condição física ou origem.

Para quem entende algo de inglês, há o discurso da vitória do Obama nesse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Jll5baCAaQU

O texto do discurso de Martin Luther King você encontra aqui, na íntegra, em português. O vídeo original, em inglês está aqui.

Alguma coisa está fora da Ordem...

Para quem não conhece, esta é uma nota de 1 dólar, moeda corrente nos Estados Unidos e em todo o planeta Terra:
No verso do dólar há duas imagens redondas: são a face (com a águia) e o verso (com a pirâmide) do selo nacional estadunidense. Para chegar onde quero, apresento uma reprodução mais nítida e em cores:

Na figura, o olho que tudo vê (Deus?) sobre os tijolos uniformes e cegos da pirâmide (o povo?). Na base da pirâmide o ano, em latim, de 1776. As frases: alguém aí entende latim? Se não, explico: o "motto" superior, ANNUIT COEPTIS significa, mais ou menos, "ele aprova nossos desígnios". A frase inferior, NOVUS ORDO SECLORUM: "nova ordem dos séculos".

Algo em comum com o destino manifesto? Segundo os termos em latim, Deus aprova os atos dos EUA que são, "despretenciosamente", a nova ordem mundial... Bizarro, não?

domingo, 2 de novembro de 2008

02 de novembro

Dia de finados. Os corpos já viraram Terra. As almas já estão noutro lugar. Data de lembranças boas. Dia de memória e certeza: também nós seremos finados. Também nós iremos a outro lugar. Em corpo e alma, separadamente.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Que saudade dos 16... bits!

Um pouco atrasado, venho lembrar que em 29 de outubro desse ano de 2008 o Mega Drive completa 20 anos.



O meu já tem 15, e ainda funciona! Lembro das horas gastas jogando Sonic, Mortal Kombat, Golden Axe, Fantasia, Earthworm Jim, Super Monaco GP II (aquele do Senna)... Era um vício, mas também era uma diversão que, tirando os excessos, não deixa de ser saudável.

Ainda hoje liguei o bicho. Continua funcionando: já não tem os controles originais e nem a chave de energia (eu preciso colocar o dedo no buraco da chave para virar o interruptor na placa!); já não é a sensação dos 16 bits que, da mesma forma, deixaram a vitrine depois da quarta geração dos consoles de videogame. Hoje estamos na sétima!

Ê, saudade... Não dos gráficos serrilhados e da música muito bem composta para o Sonic: tenho um XBOX 360 e gosto dos jogos ali jogados. Saudade dessa época: adolescência, anos 90, festinhas americanas, música para dançar juntinhos, grunge, respeito aos professores... O Mega Drive foi um objeto que figurou esses anos 90 tão belos. O 360 figura, junto com Wii e Playstation 3, como mais um objeto eletrônico que faz maravilhas aos olhos, numa época de muita tecnologia e pouca criatividade: uma época em que não se dança juntinho.

Aqui um vídeo do Nino Megadriver tocando em sua guitarra característica o tema da fase Green Hill Zone, do Sonic the Hedgehog (o primeiro, o melhor!).



Viva o Sílvio Santos e o Mega Drive Show do Milhão!!!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A ti, meu amigo ocidental...

O Ocidente conquistou o mundo não pela superioridade de suas idéias, valores ou religião mas, antes, pela sua superioridade em aplicar a violência organizada. Os ocidentais costumam se esquecer disso; os não-ocidentais, nunca.

Samuel P. Huntington

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O temido inimigo

Autor: Jorge Bucay
Tradução: Fábio Pedro Racoski

É uma postagem mais longa. Clique aqui para lê-la.